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Anta

Tapirus terrestris

Maior mamífero terrestre da América do Sul, a anta é um animal icônico da fauna brasileira.

Status de conservação - IUCN

Taxonomia

Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Tapiridae
Gênero: Tapirus
Espécie: Tapirus terrestris
Nome comum: Anta, Tapir, Anta brasileira

Mapa de distribuição

Clique na imagem para ampliar - Fonte: IUCN

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Antas estão espalhadas em diferentes cantos do mundo. Existem cinco espécies de antas no mundo: uma na Ásia, uma na América Central e três na América do Sul. A única fácil de se ver é a anta brasileira, no Pantanal. As antas têm sido chamadas de “jardineiras da floresta” pela sua importância ecológica como dispersoras de sementes das frutas que se alimentam.

A anta ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina. No Brasil, ocorre em grande parte do território nacional, principalmente nos biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

A anta é o mamífero terrestre mais pesado da América do Sul. Fêmeas, normalmente, são maiores que machos, e um adulto pesa de 180 a 300 kg. Ela tem 1 metro de altura e mais de 2 metros de comprimento. Possuem dentes fortes e uma pequena tromba móvel e sensível ao toque que ajuda na alimentação. Tem a visão ruim, mas boa audição e ótimo olfato, farejando o ar constantemente.

O couro é grosso e resistente, protegendo contra predadores e contra a vegetação densa e, muitas vezes, espinhosa. Frequentemente, apresenta cicatrizes na pele decorrentes de ataques de onças, seu principal predador.

Vivem em áreas densas, sempre próximas de rios e lagos. São solitárias e têm hábitos noturnos, descansando de dia. São excelentes nadadoras, podendo atravessar rios grandes sem muitos problemas. Gostam de se enlamear para se livrar de carrapatos e moscas. Assim como os cavalos, elas exibem os lábios sempre que ficam irritadas. Usam urina e fezes para demarcar seu território e quatro tipos de sons em suas interações sociais.

São herbívoras, alimentando-se de frutas e de uma grande diversidade de plantas, flores, folhas, cascas e até galhos, o que em uma floresta tropical ajuda a evitar um grande acúmulo de toxinas de uma única planta. Usam o olfato para encontrar e identificar alimentos, passando seus focinhos sobre qualquer alimento antes de comer. São consideradas jardineiras das florestas, pois ajudam a dispersar diversas sementes de diferentes espécies vegetais pela mata.

Sua digestão é mais rápida, mas menos eficiente que a de ruminantes, absorvendo um percentual menor de carboidratos. Essa digestão mais rápida também faz com que muitas sementes passem pelo trato digestivo sem danos, com maior capacidade de germinar longe das plantas-mãe.

Há poucos dados sobre reprodução na natureza. São, provavelmente, polígamas, com machos procriando com várias fêmeas, mas cada fêmea com apenas um macho. Possuem, em geral, um único filhote após 13-14 meses de gestação, e machos não ajudam a criá-los. Filhotes nascem com manchas brancas que servem de camuflagem contra predadores, porém as manchas desaparecem com, aproximadamente, 6 meses.

Consideradas como “vulneráveis” tanto pela lista nacional do ICMBio quanto pela IUCN, as principais ameaças para as antas são a caça, o desmatamento, a fragmentação e a alteração de habitats. No Pantanal e na Amazônia a situação destes animais é menos preocupante, porém, em biomas como a Mata Atlântica, poucas populações viáveis ainda existem.

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