“Como proteger uma espécie que quase ninguém conseguia ver?”

Há 15 anos, essa pergunta parecia impossível de responder.

A resposta começou pelo ecoturismo, que permitiu acompanhar onças-pintadas em vida livre e mostrar que conhecer uma espécie também é um dos primeiros passos para protegê-la.

Foi a partir desse desejo e desafio que nasceu o Onçafari. Em 2011, acreditamos que para aproximar as pessoas da vida selvagem era necessário transformar a forma como elas enxergavam a onça-pintada e, portanto, a natureza.

Conforme aprendemos a observar a onça, percebemos que ela nunca esteve sozinha.

Ao longo desses 15 anos, entendemos que proteger a onça-pintada é proteger tudo aquilo que sustenta a sua existência. Afinal, a onça é um felino exigente, que depende das florestas, dos rios, das áreas alagadas e da abundância de presas.

Hoje, o Onçafari atua em quatro biomas brasileiros, como a Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, desenvolvendo iniciativas que unem pesquisa científica, monitoramento da fauna, educação ambiental, prevenção e combate aos incêndios, reintrodução de espécies, fortalecimento de áreas protegidas, trabalho com comunidades locais e ecoturismo como ferramenta de conservação, com o propósito de conservar a biodiversidade e os biomas brasileiros.

Nossa atuação cresceu, mas a essência permanece a mesma.

A onça-pintada continua sendo nossa protagonista. Como predador de topo da cadeia alimentar, sua presença indica ecossistemas mais equilibrados e saudáveis. Quando uma paisagem é capaz de sustentar uma população de onças, inúmeras outras espécies também encontram condições para sobreviver.

É por isso que, ao celebrar nossos 15 anos, escolhemos uma mensagem que resume tudo o que aprendemos desde 2011: “Onde há Onça, há Vida em Equilíbrio”.

Essa frase resume o que aprendemos ao longo dessa trajetória. Uma onça protegida representa rios preservados, florestas vivas, cadeias ecológicas funcionando, comunidades fortalecidas e um futuro para outras espécies.

Crédito: Lucas Morgado

Então, a pergunta passou a ser “Como garantir que as paisagens onde ela vive permaneçam conectadas?”, e como restaurar áreas degradadas, ampliar corredores ecológicos para que a fauna possa se deslocar com segurança e fazer com que cada vez mais pessoas compreendam que conservar a natureza não é responsabilidade apenas de cientistas ou organizações, mas de toda a sociedade.

Os próximos 15 anos começam agora

Para celebrar essa trajetória, a partir do aniversário do Onçafari, dia 3 de agosto, convidamos você a relembrar nossas histórias e marcos que formaram o Onçafari de hoje. Ao longo dos próximos meses, vamos revisitar os primeiros passos e mostrar como o trabalho se expandiu para além da onça ao longo dos anos.