As onças estão esturrando.

Os lobos-guará estão aulindo.

E agora, chegou a nossa vez de fazer barulho!

Afinal, estamos celebrando o 10º aniversário do Onçafari!

Primeiro, vamos começar pelo mais importante: gostaríamos de agradecer a todos pelo incrível e constante apoio que vocês têm demonstrado por nós ao longo desta última década. Sem ele, jamais teríamos chegado tão longe.

A pergunta que não quer calar é: QUÃO longe?

Bem, a resposta é: muito, muito longe.

Talvez devêssemos fazer uma comparação do tipo “antes e depois”. Que tal? Quem sabe isso ajude a dar uma ideia melhor e mais clara de onde estávamos em 2011 e onde nos encontramos hoje, em 2021.

Há dez anos, em 2011, o Onçafari nasceu com uma missão: construir um futuro em que o meio ambiente não estivesse apenas preservado, mas também reconhecido e valorizado. Um futuro onde o avistamento de uma onça não fosse sinal de sorte ou acaso, mas sim, um sinal de que as onças estavam prosperando plenamente.

Falando em avistamento de onças, aqui vai uma comparação “antes e depois”: lá em 2011, menos de 7% das pessoas que visitavam nossa base Caiman, no Pantanal, tinham a chance de vivenciar o avistamento de uma onça. Agora, graças aos nossos incansáveis esforços e ao constante suporte de vocês nestes últimos 10 anos, esse número subiu para mais de 98%!

Já são mais de 220 onças identificadas e monitoradas por nós, habitando os diferentes biomas do Brasil. E você também pode sentir muito orgulho, afinal, esta vitória também é sua.

Bem, até aqui, mencionamos apenas as vitórias que envolvem as onças, na nossa base Caiman, no Pantanal. Porém  as conquistas do Onçafari na última década vão muito além disso: elas se dão em diversas outras frentes, em outras bases e com outras espécies também.

 

NOSSAS FRENTES DE TRABALHO

Nos últimos 10 anos, nosso trabalho impactou, direta e positivamente, 6 frentes distintas:

 

Reintrodução

É uma importantíssima ferramenta para recuperar populações de espécies ameaçadas de extinção, já usada para diferentes animais em diversos lugares. Nós, em parceria com o CENAP/ICMBio, fomos responsáveis pelo 1º caso bem-sucedido de reintrodução de onças-pintadas NO MUNDO, com as irmãs Isa e Fera. Essa conquista, sozinha, seria o bastante para estes 10 anos terem valido a pena. Mas há tantas outras, como você verá nas cinco frentes a seguir.

Ecoturismo

Ao combinar conservação e turismo responsável, conseguimos desenvolver os aspectos ambientais, sociais e econômicos das regiões onde atuamos . Ou seja, juntamos a valorização e proteção de espécies nativas à geração de emprego (e renda) para os moradores dessas áreas, melhorando sua condição social através de um meio ambiente equilibrado. Todo mundo ganha, sobretudo a natureza. Os Safáris, que começaram e hoje estão a todo vapor na Caiman, podem ser feitos também em outras bases, além de futuras atividades na natureza que vêm por aí.

Ciência

Só preservamos aquilo que conhecemos, e para conhecer cada vez mais sobre as onças e lobos-guarás as pesquisas não podem parar . Além de registrarmos comportamentos e a distribuição dos animais durante nossos Safáris e saídas a campo, também coletamos dados de armadilhas fotográficas e amostras biológicas  para ampliar o conhecimento científico sobre essas espécies. Só assim conseguimos avaliar o sucesso de nossas ações e direcionar os próximos passos.

Social

As pessoas só conseguem se preocupar de fato com o meio ambiente se tiverem boas condições de vida. Só vamos conseguir manter e aumentar a área de natureza protegida se cuidarmos também das pessoas. Além de gerar renda por meio do turismo, o Onçafari presta assistência às comunidades onde nossas bases estão inseridas. Arrecadamos e oferecemos cestas básicas, itens de higiene pessoal, materiais didáticos e outros recursos para instituições como asilos, hospitais e escolas. Também trabalhamos diretamente com as comunidades por meio de atividades educativas e de valorização cultural. O futuro depende de todas essas pessoas caminhando conosco nessa causa.

Educação

Conhecimento é o que gera poder para transformar o mundo. Então, cabe a nós propagar o que conhecemos sobre as onças, lobos e toda natureza da qual somos parte. Nessa frente mostramos para as pessoas a importância de se preservar a biodiversidade, através de palestras em escolas, universidades e em diferentes espaços; por meio da publicação de livros, produção de documentários e matérias em revistas, sites e televisão além da constante presença nas mídias digitais. Assim, todos ganham poder para conservar a natureza.

Florestas

Precisamos mais do que nunca mostrar o valor das nossas florestas e outras áreas selvagens para assim protegermos a natureza. Nessa frente, o Onçafari mostra que uma área com a natureza preservada é mais valiosa do que uma área desmatada. Para isso, desenvolvemos formas alternativas de desenvolvimento econômico que valorizem a riqueza da biodiversidade, tudo com base nos recursos e serviços que a natureza nos fornece pelo simples fato de estar preservada. Turismo responsável, crédito de carbono e valoração da biodiversidade são algumas alternativas que geram renda e cada vez mais incentivam as pessoas a manterem a floresta em pé.

Além de fornecermos estudos técnicos que possibilitem a criação de novas áreas de conservação, buscamos recursos junto a pessoas interessadas a fim de comprarmos áreas que passam a ser preservadas e administradas pelo Onçafari.

Nossas frentes de trabalho são desenvolvidas em nossas bases, que também se multiplicaram na última década, como você verá a seguir.

 

NOSSAS BASES

Ao longo dos últimos 10 anos, estendemos nossas operações para 7 bases espalhadas por quatro biomas do Brasil, que compreendem milhares de hectares: 3 no Pantanal (Caiman, Refúgio da Ilha e Reserva Santa Sofia), 1 no Cerrado (Pousada Trijunção), 1 na Amazônia (Pousada Thaimaçu) e 2 na Mata Atlântica (Fazenda Velo Città e, mais recentemente, Legado das Águas).

Na Amazônia, por exemplo, em parceria com a pousada Thaimaçu já reintroduzimos duas onças-pintadas na natureza (atuando aqui, na frente reintrodução). No monitoramento que realizamos nessa região, já registramos um impressionante número de espécies de grande interesse biológico e que indicam a importância de se proteger essa região. Alguns exemplos são a própria onça-pintada, com indivíduos melânicos, o cachorro-vinagre, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas e a harpia, também conhecida como gavião-real.

Outra base que demonstra uma incrível riqueza de espécies é a da Reserva Santa Sofia. Não faz nem um ano que estamos monitorando essa área, e já registramos a presença de muitas onças-pintadas e até de lobos-guarás. Além de oferecer um enorme potencial na frente ecoturismo, a Santa Sofia é uma região chave para a frente florestas.

Por falar em potencial, o Legado das Águas, a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, é um terreno excepcionalmente fértil para as frentes social e educação: já visitamos algumas escolas das cidades do entorno, levando conhecimento e engajando a comunidade local no contexto da conservação e valorização da natureza onde vivem. Isso para não falar do potencial com relação à frente ecoturismo, uma vez que se trata de uma área que abriga espécies icônicas, como antas albinas, onças-pardas, jaguatiricas, gatos-maracajás e muriquis.

Outra base que amplia nossas conquistas na frente ciência é a da Fazenda Velo Città, uma área que apoia nosso trabalho, aumentando o conhecimento sobre os lobos-guarás da região.

A Caiman representa o berço onde tudo começou em 2011, localizada no Pantanal Sul, uma área preservada e de grande biodiversidade que permitiu a concretização do sonho Onçafari. Além de desenvolvermos todas as seis frentes e aprendermos diariamente com as onças nesse lugar incrível, pessoas do mundo todo conseguem nos acompanhar de pertinho durante os Safáris a procura do maior felino das américas. Na Caiman foi construído o nosso primeiro recinto de reintrodução, onde viveram Isa e Fera antes de ganharem a liberdade.

Os Safáris agora podem ser feitos também na Pousada Trijunção, para quem quiser conhecer o Cerrado brasileiro e tentar ver de perto o lobo-guará, nessa região incrível do Brasil. Localizada na divisa entre os estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás, é na Trijunção que também desenvolvemos, desde 2018, nossas frentes para protegermos os lobos e a savana mais diversa do planeta.

Na fronteira entre Pantanal e Cerrado, também aumentamos as parcerias em 2020, com a base do Refúgio da Ilha. Localizado no delta do rio Salobra, região de grande biodiversidade e com trechos de rio de tirar o fôlego, o Refúgio também possui uma equipe que tenta habituar as onças à presença dos barcos. Desta forma, também estudamos e conseguimos mostrar ao mundo as onças dessa região tão especial.

Alguns números que nos enchem de orgulho, conquistados pelo monitoramento contínuo da nossa equipe e durante as atividades de turismo em três de nossas sete bases.

QUE VENHA A PRÓXIMA DÉCADA

Esses números, fatos e dados refletem os resultados do trabalho que temos desenvolvido com tanta paixão e responsabilidade desde 2011. E isso é só o começo, estamos engatinhando ainda. Há muito mais a ser feito por nós em prol da conservação do meio ambiente e toda a fauna e flora que ele compreende.

Nesta ocasião tão especial, em que comemoramos 10 anos de comprometimento total e resoluto com a conservação da biodiversidade, gostaríamos de convidar todos vocês a darem as boas-vindas à próxima década, que – temos certeza – será ainda mais frutífera e recompensadora.

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