| | A fragmentação de habitats segue como um dos principais desafios para a conservação da biodiversidade. Mesmo com mais de 3 mil Unidades de Conservação distribuídas pelo país, muitas dessas áreas funcionam como “ilhas” cercadas por paisagens modificadas, dificultando o deslocamento da fauna e enfraquecendo os ecossistemas ao longo do tempo.
Desde 2019, a frente de Florestas do Onçafari atua na criação, manutenção e expansão de corredores ecológicos por meio da aquisição de reservas próprias na Amazônia e no Pantanal, para manter ecossistemas conectados e garantir um ambiente saudável para a fauna. Hoje, já são mais de 125 mil hectares protegidos, conectando áreas estratégicas para a biodiversidade.
Um dos exemplos é a atuação do Onçafari na Jaguar Rivers Initiative (JRI), iniciativa internacional que busca conectar ecossistemas ao longo da Bacia do Paraná, integrando áreas naturais do Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai por meio de um corredor ecológico continental.
Essa discussão estará no centro da Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade (UCBIO), que acontece entre os dias 7 e 9 de junho, em Curitiba. | |
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| O mês foi movimentado quando o assunto é reconhecimento internacional e impacto positivo. Neste mês, o Onçafari foi anunciado como finalista do ICRT LATA Responsible Tourism Awards 2026, premiação promovida pelo International Centre for Responsible Tourism que reconhece iniciativas de turismo responsável na América Latina.
O prêmio destaca projetos que geram impacto positivo na conservação, sustentabilidade e desenvolvimento de comunidades locais, reforçando o papel do turismo sustentável como ferramenta para proteção da biodiversidade. Os vencedores serão anunciados durante a LATA Expo, no Reino Unido, em junho.
Além disso, o Onçafari também esteve entre os indicados ao Prêmio Impacta Mais 2026, iniciativa que reconhece organizações, lideranças e projetos que contribuem para o fortalecimento da economia de impacto no Brasil. | | | Já está no ar o Relatório Anual 2025 do Onçafari. Um ano de desafios, aprendizados e muitos avanços pela conservação da biodiversidade brasileira. Ao longo de 2025, expandimos iniciativas, fortalecemos parcerias e seguimos atuando para proteger habitats, conectar paisagens, apoiar comunidades e contribuir para um futuro mais equilibrado entre fauna, flora e pessoas.
No relatório, compartilhamos os principais resultados e indicadores do trabalho construído diariamente ao lado de parceiros, apoiadores e equipes em campo, com informações acompanhadas por auditoria independente conduzida pela Deloitte, reforçando o compromisso do Onçafari com a transparência em todas as nossas operações. |
| | | A parceria entre Onçafari e Defender, que já consolidou importantes avanços na conservação e ecoturismo pelo Pantanal, agora estende suas fronteiras para o Cerrado, ampliando o olhar para o trabalho desenvolvido pelo Onçafari na região e suas diferentes frentes de atuação.
Na Pousada Trijunção, base parceira do Onçafari, a Defender Experience proporcionou uma imersão em atividades de campo ligadas ao monitoramento de fauna e ao ecoturismo. Durante a experiência, a equipe acompanhou de perto o trabalho com o lobo-guará, espécie símbolo do Cerrado.
Um dos momentos mais marcantes da visita foi o avistamento de um jovem lobo-guará, filhote de Savana e Barão, da ninhada de 2025, ainda em processo de habituação. O registro reforça a importância do trabalho contínuo realizado em campo pelo Onçafari, que busca aproximar pessoas da natureza sem interferir no comportamento das espécies e contribuir para o aumento consistente dos avistamentos na região ao longo dos anos. | | | A votação aberta para a escolha dos nomes dos trigêmeos de onça-pintada do Cerrado chegou ao fim. Agora, os filhotes registrados no Parque Nacional Grande Sertão Veredas passam a ser oficialmente chamados de Davi, Murici e Mambaí.
A iniciativa promovida pelo Onçafari reuniu 1.442 votos de diferentes regiões do Brasil e também de outros países, em um movimento que ajudou a dar nome a três histórias que vêm sendo acompanhadas em campo. Os nomes escolhidos carregam referências ao próprio Cerrado e agora passam a acompanhar a trajetória desses jovens indivíduos na natureza.
Os trigêmeos seguem seu desenvolvimento no bioma com suas novas identidades, enquanto continuam sendo monitorados pela equipe do Onçafari, com o apoio da Plataforma Semente, uma iniciativa do MPMG, em parceria com o CeMAIS. Cada etapa desse acompanhamento contribui para ampliar o conhecimento sobre a espécie e reforça a importância da conservação no Cerrado. |
| | | Com a chegada da Copa do Mundo e a crescente atenção global voltada para a América do Norte, símbolos que representam territórios e culturas ganham ainda mais visibilidade. Entre eles, um dos mascotes oficiais desta edição traz um elemento que também está profundamente ligado ao Onçafari: a onça-pintada (Zayu), representando o México.
Além da onça-pintada desempenhar um papel central como espécie-chave nos ecossistemas onde vive, ela também é mensageira da importância de manter ecossistemas conectados e equilibrados. Há 15 anos, ela é a protagonista do trabalho do Onçafari, guiando uma atuação que combina conservação em campo, pesquisa e iniciativas que buscam aproximar pessoas da vida selvagem.
A Jaguar Parade chega a Miami em junho, em ritmo de Copa do Mundo, para levar a conscientização sobre a onça-pintada, por meio de esculturas pintadas por artistas brasileiros, transformando a cidade em uma galeria a céu aberto. Realizada em parceria com o Onçafari, a ação fortalece a presença da espécie como símbolo vivo da conservação brasileira. | |
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